“Vamos atrair investimentos para gerar emprego e renda”, diz pré-candidato a prefeito do Quinari

De acordo com o portal da prefeitura, a história de município de Senador Guiomard começa em 1930, com formação da colocação “Quinarizinho”, durante a economia extrativista, quando trinta e duas famílias oriundas do nordeste iniciaram o povoamento da região. A estrada até Rio Branco em foi aberta em 1947. Uma década depois, foi elevado à categoria de vila e, com a nomeação do primeiro subprefeito, passou a se chamar Vila Grande Quinarí.

Os moradores mais antigos asseguram que o nome está associado à árvore denominada quinaquina, muito abundante no município, e cujas raízes se faz chá para curar febres e outras doenças. Há, porém, questionamentos a essa referência, pois, para alguns historiadores, a origem do nome Quinari é indígena, uma vez que, em tempos remotos, a área era habitada pelas essas populações.

Em 1959, registrou-se a chegada de famílias japonesas, que até hoje se fazem presentes. Estas desenvolveram a cultura do amendoim. Durante a década de 70, chegam dezenas de famílias provenientes do Sudeste do Brasil, atraídas pelo grande incentivo à pecuária fomentado pelo governo do Estado.

O que a população mais questiona é a alteração do nome para Senador Guiomard, pois não se levou em consideração a opinião dos moradores nem a história do município. A troca teria sido feita para atender a interesses políticos. A população, contudo, não perdeu o hábito de se referir à localidade como Quinarí.

A política local não é diferente em relação ao restante do Brasil. A prisão e afastamento por oito meses do atual prefeito, André Maia, é apenas “a cereja do bolo” da corrupção, dos desmandos, apadrinhamentos e outras prática nada republicanas. “Faz muito tempo que não temos um bom prefeito”, comentou um morador, deixando a entender que todos os postulantes ao cargo de prefeito, nas eleições que se avizinham, são mal-intencionados.

Em meio a essa “pandemia” chamada descrédito, surge o nome empresário do João Souza Carvalho, de 40 anos. O PSL o convidou para ser pré-candidato a prefeito, acreditando que a mudança que varreu o Brasil recentemente pode se estender ao município. “Não sou o dono da razão, porém vou levar uma mensagem de trabalho, fé e esperança”. Para falar sobre isso e outros assuntos, a nossa reportagem conversou com o político.

Confira a entrevista entrevista:

Acre Hoje – Como está a sua pré-campanha?
João Carvalho – Crescendo a cada dia. Alguns adversários nos subestimam e isso é natural em se tratando do nível e da concepção dos nossos políticos. Essas adesões são completamente espontâneas, o que demonstra a vontade de mudança nos destinos do nosso município. Essa mudança virá através da direita, do PSL e das pessoas de bem. Estou confiante e muito tranqüilo, pois acredito que Deus conhece o meu coração e meus propósitos. Somos uma opção à política tradicional e iremos reconstruir o nosso município. Estamos conversando com as pessoas e formatando as nossas propostas.

Acre Hoje – O senhor tem uma boa formação acadêmica e experiência administrativa. Comente sobre isso.
João Carvalho – Sou graduado em Administração de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos pela UNOPAR (Universidade Norte do Paraná). Também sou formado em Teologia pela EETAD de Campinas (SP) e estudante de Direito na Faculdade Amazônia de Rio Branco (Unama). /Já fui secretário de Obras e Administração. Além disso, fui presidente do PSD no município e sou pastor há 20 anos.

Acre Hoje – O município está passando por dificuldades. Quais são as suas propostas?
João Carvalho – Tivemos um prefeito que foi preso e afastado por oitos meses. Isso trouxe enormes conseqüências como, por exemplo, a folha de pagamento que está acima do que é permitido em lei. Vamos mostra um projeto novo e que seja exequível, caso sejamos eleitos. Vamos investir no esporte e fazer a secretaria de Obras funcionar para gerar empregos e renda. Também pretendemos trabalhar com cursos profissionalizantes, através da Assistência Social e parcerias com o Sistema S. Também vamos fazer um convênio com a PM para diminuir a violência. Acreditamos que o nosso município pode ser um pólo industrial. Vamos fazer o possível e o impossível para atrair novos investidores. Um exemplo disso é a empresa Gazin que quer montar uma fábrica aqui, além de outros empreendimentos.

Acre Hoje – Para que ser a política?
João Carvalho – A política é uma forma de você transformar a realidade das pessoas. Este é intuito dela, todavia, o que se faz hoje é a politicagem. Por isso que dizemos: não desista da política. A maioria dos políticos quer apenas beneficiar o seu bolso. Nada justifica aquele que foi eleito pelo povo ficar contra ele.

Acre Hoje – O senhor é municipalista. Como analisa o movimento Mais Brasil, Menos Brasília?
João Carvalho – Sou a favor essas mudanças já estão bastante avançadas em Brasília. As obrigações dos municípios vêm a cada ano aumentando, o que não está acontecendo na mesma proporção com a destinação de recursos, quer sejam oriundos da União ou dos Estados. Isso está criando um colapso. Quanto maior a distancia dos recursos, maior também o desperdício e a possibilidade de corrupção. É preciso tirar essa centralização dos recursos de Brasília. Eu sou totalmente favorável ao Mais Brasil e Menos Brasília.