“A prefeita é cúmplice da máfia do transporte coletivo”, diz porta-voz dos motoristas de ônibus

O motorista de ônibus Clebes Santos da Conceição, que virou porta-voz da categoria no tocante à reivindicação de direitos, acusa a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, de ser cúmplice com a “máfia do transporte coletivo” em Rio Branco. Segundo ele, o sistema, “caótico e falido”, é negligenciado pela gestora causando “perdas e danos” aos trabalhadores e um “péssimo serviço” prestado à população.

O ativista, que é também conhecido por Clebes Motora, disse que assumiu a linha de frente das lutas porque os representantes do sindicato são omissos. “Tiraram o benefício motocobra, o vale-alimentação e as horas extras”, denuncia ele, acrescentando que a situação piorou em dezembro do ano passado, quando se acumularam dois meses de salários atrasados. “Temos mais de 700 pais de famílias numa situação pra lá de delicada”.

A situação caótica, ainda de acordo com Motora, dá-se por dois motivos: a “incompetência” do Município e a “desonestidade” dos empresários do setor. “Deste janeiro que marcamos uma audiência e a prefeita sequer nos recebe”, desabafou o ativista, ameaçando uma nova paralisação da categoria. “Com a omissão constitucional da prefeita, os empresários, que apenas remetem os lucros para fora do estado, estão “massacrando os trabalhadores”.

A reportagem tentou ouvir a prefeita através de sua assessoria de imprensa. Fomos atendidos pelo jornalista Andryo Amaral, que, por está afastado de suas funções por causa de um tratamento de saúde, disse não saber nada sobre o assunto. Pedimos o contato do chefe do setor, mas ele também não soube informar. Disse que o responsável era o secretário municipal de Meio Ambiente, Abson Carvalho. Entramos em contato com a secretária de gabinete dele, a senhora Elisanete Alves, e esta disse desconhecer que ele responda pela assessoria de comunicação.